Associação Infância Viva

25 ANOS (1992/2017) – A BIOGRAFIA DE UM “SONHO”
Sem qualquer dúvida, a história do “Jardim de Infância Waldorf Internacional”, conflui com uma parte do percurso de vida da jardineira de infância Eva Herre, na aldeia de Barão de S. João, perto de Lagos (Algarve).

Vamos contar como tudo começou:

Motivação….Impulso…
Durante os quatro anos que antecederam da sua vinda para o Algarve, Eva trabalhava no Porto, como directora do Jardim de Infância do Colégio Alemão. Estava numa fase da sua vida em que procurava encontrar o seu caminho verdadeiro, um outro olhar para a criança, para o ser Humano, para o mundo. Onde a sua realização pessoal e profissional fizesse sentido e acreditava que era possível encontrar isso em Portugal!

Era enorme a vontade de juntar forças e criar um espaço adequado para os mais pequenos, no qual poderiam ser verdadeiramente crianças, com as condições necessárias para um desenvolvimento saudável, em harmonia com a Natureza. Percebeu que na pedagogia Waldorf e na Antroposofia poderia encontrar esse caminho…

Foi assim que em 1991, visitou na aldeia de Barão de S. João, uma quinta biológica, na Vinha Velha, onde estava a decorrer a inauguração de uma escola primária Waldorf (Escola Primavera do Algarve). Lá encontrou um grupo de pais entusiasmados, a maioria alemães, que desejavam também ter um jardim-de-infância para os seus filhos mais pequenos. Esses pais, tal como Eva, procuravam uma educação que despertasse a criatividade, o respeito e a autonomia de cada criança. Acreditavam que brincar livre nesta idade era muito importante.

A sua “visão” era de um jardim-de-infância como projecto social, onde em conjunto com os pais e professores, existisse partilha de ideias, iniciativas, que se distribuíssem tarefas e responsabilidades, na comunicação, no empenho e na organização. Em resumo, criar um espaço saudável para as crianças.
E foi assim que a sua “visão” tomou forma e começou…

1999-2002- O AMADURECER

A participação activa dos pais, amigos e professores, durante estes sete anos, permitiu-nos um amadurecimento cada vez maior. Quando em 1999, tivemos de mudar mais uma vez deste lindo espaço para o Catalão a quatro quilómetros de Barão de S. João, uma questão se colocava a todos nós: como dar uma estrutura e uma continuidade segura a este projecto?

Sentimos a necessidade de formar uma Associação. Foi encorajador ver como sobretudo pais, cujas crianças já não frequentavam o Jardim de Infância, sentiram a necessidade de fundar esta Associação. O objectivo era de proporcionar que outras crianças tivessem a oportunidade de receber a mesma educação valiosa que os seus filhos tinham usufruído.

Foi uma época de muito trabalho: preparámos os primeiros estatutos, aprovámo-los em Assembleia Geral e elegemos os primeiros orgãos sociais: Niels Rump, António Marcela e Eva Herre, formaram a primeira Direcção da Associação, apoiados pelos votos dos sócios fundadores. Muitos outros amigos e pais voluntários se seguiram nas listas aprovadas das Direcções da Associação, até ao momento presente.

Finalmente a três de Fevereiro do ano 2000, fomos registar a nossa Associação, no Cartório Notarial de Lagos, com a designação: “Infância Viva – Associação Jardim de Infância Waldorf Internacional segundo a pedagogia de R. Steiner”.

Na altura, a Associação estabeleceu conversações com a Câmara Municipal de Lagos e a com uma alegria e gratidão enormes, recebemos a notícia de que tinha sido aprovado o nosso pedido para a cedência do espaço da antiga escola primária de Monte Judeu. Protocolo assinado pelo então Sr. Presidente da autarquia, Valentim Rosado.

Um lindo local, rodeado pela Natureza, onde ainda hoje se encontra o nosso Jardim de Infância.

Caberia agora a nós recuperar e ampliar as instalações cedidas. Até aquele momento, o Jardim de Infância só tinha sobrevivido com as contribuições voluntárias dos pais. Então o grande desafio era encontrar um financiamento para avançar com as obras necessárias. Com a grande ajuda de muitos pais, amigos, colaboradores e professores metemos mãos á obra. Tantas decisões foram necessárias num curto espaço de tempo: reuniões longas, tentativas para soluções de financiamento, escolher o equipamento adequado, tratar de assuntos necessários com a autarquia, com o arquitecto Mário Martins, responsável pelo projecto e também com o empreiteiro escolhido. Finalmente a primeira fase estava a avançar. Conseguimos a ampliação da sala de grupo (agora Sala Alfazema), construímos a cozinha e a sala polivalente, a secretaria e as instalações sanitárias.

Em simultâneo, registámo-nos como IPSS (Instituição Particular de Solidariedade Particular). Devido a isso conseguimos o aval da Segurança Social, assinando um protocolo de colaboração entre ambas as instituições. Esta nova etapa trouxe-nos novos desafios e responsabilidades.

Lembramo-nos da preciosa ajuda da Dra. Isabel Faustino, representante do Ministério da Educação, que ajudou imenso para que o nosso Projecto Educativo fosse aprovado.